domingo, 30 de novembro de 2008

Lá no fundo dos olhos...

Pureza...
Eu estava pensando sobre isso hoje...
E as clássicas perguntas surgiram: o que seria? o que significa? qual o efeito? qual a causa?

Gestos que escapam e entregam uma situação qualquer. Revelam o escondido pela tentativa de ser frio.
É o que foge do controle do corpo. Aquilo que a mente, de tanto tentar evitar, atrai.
Não são as palavras. A boca mente de forma descarada e suja.
Os olhos?! Certamente! Eles são difíceis de se controlar.
As mãos te traem.
A voz é a última que vai colaborar. As palavras saem como um discurso decorado, mas o tom da voz é o que manda.
A pureza dança no ritmo da verdade que, com suas clarinetas mal afinadas, toca a música que consegue.
E ela dança uma dança estranhamente óbvia e familiar.
Se ela errar o passo você inexplicavelmente irá desconfiar, sem certeza.
Você pode disfarçar e fingir que nada aconteceu.
Porque a pureza está no que você acha que é puro.
Está no inexplorado.
Depois que deixa de ser inexplorado?!
Eu não posso te garantir nada.




"Eu inventaria palavras pra te dizer.
E você me olharia sem ter entendido nada.
Eu sorriria por ter dito tudo que sentia."

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Oficina do diabo

Mente limpa, sem preocupações, sem mágoas, sem inspiração talvez. Se esse fosse o preço eu preferiria nunca ter nada a escrever.
Mas agora estou tentando! Gosto de escrever. Não gostaria de escrever só sob influência de alguma coisa que me deixa mal de alguma forma.
E agora estou escrevendo pra reclamar disso.

[!]

Talvez eu só precise de um motivo!
E se eu deixasse de escrever sobre o que me faz mal e escrevesse sobre o que me faz bem?!
Sim. Seria melhor, mas eu não sei se conseguiria.
Ouvi falar de poetas que escrevem coisas felizes, alegres e coloridas. E de outros que não, talvez a grande maioria.

E agora pensando nisso eu tiro uma conclusão, provavelmente errada (assim espero).
Felicidade não te deixa pensar!
Não te deixa dar importância pra algumas coisas, o que é bom.
Por isso a sençasão é boa.
A sensação de estar despreocupado, distraído, quase que desorientado...
E isso é bom.
Por isso existem pessoas que se entregam a "artifícios" pra se sentirem assim.
É felicidade natural ou sintética. Euforia natural ou sintética.
E tudo isso é feito pra se desligar.

Eu preferiria um interruptor.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Ostracismo?

Eu aprendi a sentir falta, mas não a sentir saudades.
Às vezes digo q senti saudades, quando na verdade é falta.
Não que eu esteja sentindo falta de algo agora. Não estou.
Falta é o que falta (jura?). É um tipo de vazio que pode ser preenchido, ou você pode se conformar.
Saudade é bonito, é poético e cheio de sentimento.
Eu senti falta de muita coisa, preenchi lacunas, aceitei outras. No fim tudo acaba ficando meio turvo na memória... é como a saudade nesse ponto.
Você guarda lembranças porquê sabe que pode eventualmente esquecer, e você quer sentir saudades. O motivo é pessoal, às vezes inconsciente.
Os espaços vazios que viram conformidade não são esquecidos, superados talvez.
O oposto das lembranças que dão saudade, que você guarda, são os "vestígios", que você nunca se livra de vez.
Eles estão em todos os lugares, em esperanças, em momentos que você lembra contra a própria natureza.

Enfim...

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

acaso previsto.

Com grande pesar eu lhes digo: Eu me importo com o que vocês pensam.
Não tanto a ponto de ser capaz de mudar algo em mim por isso, mas me importo.
Porque se pensam, é porquê foi dado motivo para isso, e eu vou atrás desses motivos pra ver se é justo ou não.
Mas quando pensam sem motivo, aí eu me perco pensando que existe um.
E fico procurando coisas onde não existem.
Você já procurou o que não existe?
Te digo que não é muito agradável.
Mas também é complicado quando as coisas existem e você não sabe.


O que sobra disso tudo?
Um resultado.

Você pode ser o que pensa que é, ou o que pensam de você.

(não era aqui que eu queria chegar mas, é uma boa conclusão).

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Templário

Fui mais uma vez de peito aberto pra batalha
Sem espectativa de voltar vivo
Sem espectativa alguma
A força de vontade que me mantém vivo é a mesma que me leva à linha de frente

"Velho de guerra"!!!
Quisera eu ter ficado no primeiro campo de batalha que pisei
É o instinto que me faz lutar
Que não me deixa esperar o golpe final, mas sim desferí-lo

Eu não pedi pra estar aqui
Não queria ser assim
Não poderia ser diferente
O destino te coloca e tira de onde lhe convêm

Coberto de pecados e maldade
objetivos e sonhos
responsabilidade e honra
e as manchas em minhas mãos e armadura
são do meu próprio sangue
Que, por mim, deveria ser o único derramado.