Olá?!
Tem alguém aí???
Desculpa entrar de repente mas, é que eu vi a porta aberta e pensei que talvez precisasse de ajuda ou alguma coisa.
Você parece estar bem, eu vou indo.
Eu moro do outro lado da rua, se precisar de alguma coisa, basta ler em voz alta o nome escrito na caixa de correios. Sou eu.
Não é muito difícil ser novo por aqui, a vizinhança não é barulhenta e é uma parte bem tranquila da cidade.
Eu realmente não gostaria que ficasse muito tempo por aqui, mas caso fique, será bem vindo.
Ah! Eu quase ia esquecendo de te avisar sobre seus vizinhos...
O da direita sofre de insônia, aconselho usar algodão no ouvido pra dormir, ele gosta de fazer música de madrugada. A não ser que você tenha esse tipo de peculiaridade também.
O da esquerda é escultor, passa as tardes no porão talhando madeira. Um excelente artista!
Ele deixa as obras no jardim, pra falar bem a verdade eu acho que nunca o vi... Nem mesmo colocando nenhuma escultura na frente da casa.
E eu que moro logo em frente.
Eu tenho vários pássaros, e esse seria mais um motivo para o algodão no ouvido. É bonito de se ouvir logo de manhã mas, as vezes nós só queremos dormir um pouco mais.
Outra hora eu passo aqui novamente para explicar sobre o resto do bairro, tenho que alimentar os pássaros...
E uma última coisa... Ninguém aqui gosta de visitas, afinal, é por isso que todos viemos pra cá.
A propósito, você é quem vai visitar o próximo a se mudar e explicar as regras daqui.
Tchau.
terça-feira, 25 de maio de 2010
sábado, 15 de maio de 2010
Intérprete
Cada coisa, cada gesto, cada defeito, cada efeito...
Tudo com sua devida transcrição.
Eu não faço os poemas, eles já vem feitos, e eu só os traduzo em palavras.
Não sou escritor, sou mais um tradutor.
Não são os ouvidos que escutam, nem os olhos que lêem.
Não existem palavras no que o universo te diz
É apenas fato feito, fato consumado, gesto sem volta...
Mas também pode ser poesia, depende do ponto de "vista"
Digo "vista" pois não é algo que se vê, mas que se sente.
Não vejo as palavras no ar, não as escuto no vento.
Eu sinto e escrevo o que senti, uma interpretação minha
Os poemas ou textos críticos... são apenas coisas que me foram ditas,
não sou autor, não sou escritor
Sou um mero intérprete da linguagem do universo
As poesias vagam por entre a gente
Mas só fazem sentido para quem sabe interpretá-las
Tudo com sua devida transcrição.
Eu não faço os poemas, eles já vem feitos, e eu só os traduzo em palavras.
Não sou escritor, sou mais um tradutor.
Não são os ouvidos que escutam, nem os olhos que lêem.
Não existem palavras no que o universo te diz
É apenas fato feito, fato consumado, gesto sem volta...
Mas também pode ser poesia, depende do ponto de "vista"
Digo "vista" pois não é algo que se vê, mas que se sente.
Não vejo as palavras no ar, não as escuto no vento.
Eu sinto e escrevo o que senti, uma interpretação minha
Os poemas ou textos críticos... são apenas coisas que me foram ditas,
não sou autor, não sou escritor
Sou um mero intérprete da linguagem do universo
As poesias vagam por entre a gente
Mas só fazem sentido para quem sabe interpretá-las
domingo, 9 de maio de 2010
Divagante
Vaga com seu violão pela noite
dedilhando belas canções
canções que não precisam de um cantor
canções que quase não precisam sem tocadas
São melodias que a alma percebe
e o corpo sem querer, escuta
são as cordas que flutuam no vento
é o som que sempre esteve na sua cabeça
E ele sabe disso...
Ele sabe o que você quer ouvir
Ele sabe o que você precisa escutar
De cabeça baixa ele segue
tocando a melodia certa
a música que te fará dançar,
flutuar, sorrir, chorar, suspirar...
a música que vai te resolver
E em seu violão está escrito
em letras peroladas e claras:
"Numa poesia sem palavras
não se erra nas rimas"
Por que é por isso que ele vaga
Não para rimar versos e estrofes
Tão pouco para chamar a atenção ou agradar
Ele escuta os versos que sua alma recita
E toca a melodia que pode a acompanhar.
dedilhando belas canções
canções que não precisam de um cantor
canções que quase não precisam sem tocadas
São melodias que a alma percebe
e o corpo sem querer, escuta
são as cordas que flutuam no vento
é o som que sempre esteve na sua cabeça
E ele sabe disso...
Ele sabe o que você quer ouvir
Ele sabe o que você precisa escutar
De cabeça baixa ele segue
tocando a melodia certa
a música que te fará dançar,
flutuar, sorrir, chorar, suspirar...
a música que vai te resolver
E em seu violão está escrito
em letras peroladas e claras:
"Numa poesia sem palavras
não se erra nas rimas"
Por que é por isso que ele vaga
Não para rimar versos e estrofes
Tão pouco para chamar a atenção ou agradar
Ele escuta os versos que sua alma recita
E toca a melodia que pode a acompanhar.
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