A maldade e a bondade ocupam seus ombros.
Um pra cada elemento.
Seus ouvidos as escutam e, inevitavelmente, consideram.
Sua cabeça? A suposta razão.
Você está entre o certo e o errado.
Entre o céu e o inferno.
Você está na Terra.
E na Terra você descobre novos elementos.
Razão e emoção, amor e ódio, recompensa e vingança...
São infinitos opostos que basicamente se dividem em BOM e RUIM,
Porém com valores que se diferem por uma emoção que se encontra nas entrelinhas:
O orgulho.
Tão ou mais forte que tudo que você já sentiu.
É maestro entre os julgamentos e tem a fúria como braço direito.
E a fúria não é, em seu todo, má.
Quando inconsequente a chamam de "impulso".
E é sempre inconsequente.
Como culpar o que não se controla??? Não se culpa.
O orgulho é um juiz injusto.
A verdade é que ele sempre estará do seu lado.
Corrupto e sempre se pode comprar, apesar de todos negarem isso.
Um dia você diz "meu orgulho não tem preço".
E no outro você põe uma placa que diz: "vendido" e diz q a razão foi a vendedora.
Sim, sim e sim.
A conclusão é clara e óbvia (e talvez inaceitável):
Você tem um preço!
E vai se vender a quem estiver disposto a pagar este preço.
E vai negar,
e se esconder,
se envergonhar,
pensar,
pensar,
pensar,
considerar,
e só vai aceitar quando achar que ninguém mais se importa.
Grande erro!
Ninguém deixa de se importar.
Mas e você?!
Seu autruísmo é tão grande assim?
A opinião alheia importa tanto quanto seu julgamento?
Se ninguém se importa com você, por quê você deveria se importar com alguém?!
Se alguém se importa com você, você teria coragem pra ignorar???
sábado, 29 de agosto de 2009
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Otimismo cauteloso
Vai e vem sem sair do lugar...
passa o tempo e o que era para se esvair,
acaba sendo ouvido e repetido e continua pairando até ser desmentido ou confirmado.
E os devaneios então?!
Esses só se vão quando outros vêm.
E quando algum se resolve, se não houver um novo devaneio,
você resgata um anterior.
Tudo isso para não parar de pensar ou de sentir.
Pois...
Por mais estridente que soe, é um som.
Por pior que pareça, são cores.
Por mais que doa, é algo pra se sentir.
Apesar de não ser um perfume, é um aroma mesmo assim.
É amargo mas é gosto.
Sentir algo é o que se busca.
Ou só se evita não sentir nada.
Objetivos para não se prender ao passado.
Um presente bom para poder pensar no futuro.
Escrever para não ler e, consequentemente, não ter vontade de apagar.
Mas jamais se arrepender.
passa o tempo e o que era para se esvair,
acaba sendo ouvido e repetido e continua pairando até ser desmentido ou confirmado.
E os devaneios então?!
Esses só se vão quando outros vêm.
E quando algum se resolve, se não houver um novo devaneio,
você resgata um anterior.
Tudo isso para não parar de pensar ou de sentir.
Pois...
Por mais estridente que soe, é um som.
Por pior que pareça, são cores.
Por mais que doa, é algo pra se sentir.
Apesar de não ser um perfume, é um aroma mesmo assim.
É amargo mas é gosto.
Sentir algo é o que se busca.
Ou só se evita não sentir nada.
Objetivos para não se prender ao passado.
Um presente bom para poder pensar no futuro.
Escrever para não ler e, consequentemente, não ter vontade de apagar.
Mas jamais se arrepender.
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Baunilha
Fino como a seda ou o delicado como o cristal.
Ou massa de modelar, que se pode remoldar.
Forte e transparente como um grosso vidro. Mas ainda sim, quebradiço.
Arranha, rasga, desenha, bate, fura, amassa...
Machuca, maltrata, agrada, magoa, mata, aleja...
Ainda não é isso.
Não sente nada!
Dor? Pena? Ódio? Raiva? Rancor? Nojo?
NADA!
Indiferença? Talvez...
Mas fundamentalmente nada.
E tenta continuar doce, como a baunilha.
Inertes, escuros e doces.
Seus olhos.
Voláteis, escuros e doces.
Seus gestos.
Frias, escuras e doces.
Suas palavras.
Macias, escuras e doces.
Suas mãos.
Doce.
Da sua bondade
Escuro.
Do seu coração.
Ou massa de modelar, que se pode remoldar.
Forte e transparente como um grosso vidro. Mas ainda sim, quebradiço.
Arranha, rasga, desenha, bate, fura, amassa...
Machuca, maltrata, agrada, magoa, mata, aleja...
Ainda não é isso.
Não sente nada!
Dor? Pena? Ódio? Raiva? Rancor? Nojo?
NADA!
Indiferença? Talvez...
Mas fundamentalmente nada.
E tenta continuar doce, como a baunilha.
Inertes, escuros e doces.
Seus olhos.
Voláteis, escuros e doces.
Seus gestos.
Frias, escuras e doces.
Suas palavras.
Macias, escuras e doces.
Suas mãos.
Doce.
Da sua bondade
Escuro.
Do seu coração.
sábado, 1 de agosto de 2009
Esperança
É fácil olhar nos olhos, difícil é interpretá-los
Intenções nebulosas se escondem nas pálpebras
A boca sem um sorriso é o que mais se teme
E quando se percebe já não são apenas os olhos
mas sim todo o rosto
todo o resto.
E nesse ponto já é fácil errar.
Muitos detalhes, muitas cores, muitos tons da mesma cor.
Dois olhos.
Um milhão de olhares.
Então você pergunta:
"O que foi?"
Mesmo sabendo que a resposta será dada pelo orgulho,
mesmo sabendo que será mentira se vier calma
e só será verdade se for explosão
Você já não quer a resposta
Ninguém mais lembra qual foi a pergunta
Você só queria paz
Ninguém te condenou pelo que queria
Ninguém te contou que não existia
Porque esperam que você encontre mesmo assim.
Intenções nebulosas se escondem nas pálpebras
A boca sem um sorriso é o que mais se teme
E quando se percebe já não são apenas os olhos
mas sim todo o rosto
todo o resto.
E nesse ponto já é fácil errar.
Muitos detalhes, muitas cores, muitos tons da mesma cor.
Dois olhos.
Um milhão de olhares.
Então você pergunta:
"O que foi?"
Mesmo sabendo que a resposta será dada pelo orgulho,
mesmo sabendo que será mentira se vier calma
e só será verdade se for explosão
Você já não quer a resposta
Ninguém mais lembra qual foi a pergunta
Você só queria paz
Ninguém te condenou pelo que queria
Ninguém te contou que não existia
Porque esperam que você encontre mesmo assim.
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