segunda-feira, 27 de agosto de 2012

O maior dos clichês

É alguém...
Pensando em como teria sido.
Se tivesse acontecido.
Falando no que teria feito.
Se tivesse tido a chance.
Dizendo sobre o que teria dito.
Se tivesse a oportunidade.

Sou eu pedindo tempo pra pensar.
É você querendo ouvir uma promessa.
Sou eu fazendo cálculos, armando esquemas e estratégias...
Tudo pra provar pra mim mesmo que é possível.

Somos nós com medo de arriscar.
Sou eu com medo de não valer a pena.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

O mau vencedor

É um raciocínio simples:
Você não vai saber costurar se sempre houve alguém que o fez por você.
Não vai conseguir andar de bicicleta sem nunca ter precisado ou quisto mostrar pra alguém que sabe.

Não se aprende nos treinos, apenas se aperfeiçoa algo que você já sabe como é.
Te falam sobre obstáculos e oponentes.
Praticar te faz estar preparado para algo que você não conhece.
Mas você só vai saber como é de verdade quando enfrentar as dificuldades.
As situações te ensinam, a prática te caleja.
E no fim você será quase imbatível... invencível.
E esse será o seu jogo!

Mas nem todo jogo precisa ser assim.
Existem jogos que foram feitos para os perdedores.
Aqueles nos quais a vitória e a derrota estão muito próximos.
As vezes é até mesmo injustiça chamar o resultado de "vitória" ou "derrota".
É só um desfecho, ou destino... há quem diga que não são jogos, porque não se pode treinar para eles.
Quem vive triste, por exemplo, não sabe como vai reagir quando puder ser feliz.
E algumas vezes a magia está exatamente em não fazer ideia do que fazer.
Às vezes não vale a pena saber jogar.