Eu que nunca gostei da sala vazia
Depois de tanto tempo eu me acostumei
Mas eu nunca soube e nem saberia
Entender o quanto eu mudei
Olho pela janela e vejo a vida
que eu já não tenho mais
Quando eu brinco lá fora eu me queimo
Eu pedi
Pedi pra quem eu achei que pudesse me atender
Mas seria egoísmo que o tempo voltasse
pra me satisfazer
E eu abro a janela e destranco as portas
esperando você
depois de tanto tempo vir consertar
minha sala vazia
Todo dia
Eu encontro um cômodo novo
E procuro teu perfume, tua vontade
teus sonhos, tua coragem, teus vestígios
Pra tentar dar sentido à eternidade
e esse espectro frio que eu me tornei
Eu atravesso as paredes procurando o que você esqueceu
As vezes eu recebo visitas
que passam por mim e não parecem me ver
apesar de não tê-las convidado
eu preparo um chá e ligo a TV
E eles saem correndo, gritando, assustados
diante a minha cortesia
Será culpa minha, a minha sala ainda estar vazia?
terça-feira, 25 de novembro de 2014
terça-feira, 16 de setembro de 2014
Quase Cinderella
Amarrou os seus sapatos
e amarrou-os muito bem
não seria bom se um deles caísse
apesar de a estória dizer que convém
Sua madrasta lhe pediu
pra voltar antes do Sol
Ela diz que "não precisa se preocupar
e que volta assim que acabar o rock'n roll"
Ela é quase a Cinderella
Mas o seu táxi só vira abóbora as 6:00
Ela é quase a Cinderella
De moletom e com coturno nos pés
Nada de festas chiques com vestidos caros
e champagne no open bar
Ela curte mesmo um som distorcido
e beber vodka com guaraná
Porque não um salto alto?
Uma sandália ou coisa assim.
"Me desculpe madrasta, mas eu não sou princesa
e esse tipo de coisa não foi feita pra mim"
Ela é quase a Cinderella
Mas o seu táxi só vira abóbora as 6:00
Ela é quase a Cinderella
De moletom e com coturno nos pés
Ela é quase a Cinderella
Mas o seu táxi só vira abóbora as 6:00
Ela é quase a Cinderella
De moletom e com coturno nos pés
e amarrou-os muito bem
não seria bom se um deles caísse
apesar de a estória dizer que convém
Sua madrasta lhe pediu
pra voltar antes do Sol
Ela diz que "não precisa se preocupar
e que volta assim que acabar o rock'n roll"
Ela é quase a Cinderella
Mas o seu táxi só vira abóbora as 6:00
Ela é quase a Cinderella
De moletom e com coturno nos pés
Nada de festas chiques com vestidos caros
e champagne no open bar
Ela curte mesmo um som distorcido
e beber vodka com guaraná
Porque não um salto alto?
Uma sandália ou coisa assim.
"Me desculpe madrasta, mas eu não sou princesa
e esse tipo de coisa não foi feita pra mim"
Ela é quase a Cinderella
Mas o seu táxi só vira abóbora as 6:00
Ela é quase a Cinderella
De moletom e com coturno nos pés
Ela é quase a Cinderella
Mas o seu táxi só vira abóbora as 6:00
Ela é quase a Cinderella
De moletom e com coturno nos pés
segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014
homenagem aos ausentes UFPR 2013 - ELÉTRICA
Como seria se estivessem aqui?!
O que fariam?! Como reagiriam ?!
Aposto que se orgulhariam de mim!
Esse discurso é uma homenagem àqueles que gostariam de estar aqui mas que, por algum motivo, não estão.
Vindo de nós que, por estarmos tão focados no nosso objetivo acadêmico, também estivemos ausentes e não pudemos participar de algum evento do qual fomos convidados.
Um discurso em homenagem à quem se atrasou e ficou do lado de fora ou marcou um dentista ou uma consulta médica em outra cidade e não pôde vir.
Ou quem não está ocupando uma dessas cadeiras por um motivo maior do que nós e da nossa compreensão.
Pessoas que foram tiradas de nosso convívio em alguma etapa da vida, deixando lacunas enormes que não podem ser preenchidas novamente.
Amigos e familiares importantes o bastante para serem lembrados em momentos como esse, que são únicos em nossas vidas e que gostaríamos de tê-los aqui para comemorar conosco essa conquista.
À todos estes: MUITO OBRIGADO!!!
Infelizmente o tempo age diferente da nossa vontade. Tanto que de todas as grandezas que aprendemos a dominar e manipular, grande parte delas é uma função do tempo!
Tempo esse que constrói e destrói, que tira e dá vida!
Que alivia a dor da perda no mesmo passo que aumenta a saudade.
Que não vai parar para sempre num momento bom e nem acelerar pra que a dor passe mais depressa.
E esse tempo cruel e implacável é o mesmo que nos ensina que o importante são os instantes. Todos eles, cada um deles do lado das pessoas que mais gostamos.
Porquê mais tarde tudo vira hipótese e saudade.
"Como seria... Ele teria... Ela não deixaria... Eles gostariam".
Tudo no futuro do pretérito, o tempo verbal da saudade.
O que fariam?! Como reagiriam ?!
Aposto que se orgulhariam de mim!
Esse discurso é uma homenagem àqueles que gostariam de estar aqui mas que, por algum motivo, não estão.
Vindo de nós que, por estarmos tão focados no nosso objetivo acadêmico, também estivemos ausentes e não pudemos participar de algum evento do qual fomos convidados.
Um discurso em homenagem à quem se atrasou e ficou do lado de fora ou marcou um dentista ou uma consulta médica em outra cidade e não pôde vir.
Ou quem não está ocupando uma dessas cadeiras por um motivo maior do que nós e da nossa compreensão.
Pessoas que foram tiradas de nosso convívio em alguma etapa da vida, deixando lacunas enormes que não podem ser preenchidas novamente.
Amigos e familiares importantes o bastante para serem lembrados em momentos como esse, que são únicos em nossas vidas e que gostaríamos de tê-los aqui para comemorar conosco essa conquista.
À todos estes: MUITO OBRIGADO!!!
Infelizmente o tempo age diferente da nossa vontade. Tanto que de todas as grandezas que aprendemos a dominar e manipular, grande parte delas é uma função do tempo!
Tempo esse que constrói e destrói, que tira e dá vida!
Que alivia a dor da perda no mesmo passo que aumenta a saudade.
Que não vai parar para sempre num momento bom e nem acelerar pra que a dor passe mais depressa.
E esse tempo cruel e implacável é o mesmo que nos ensina que o importante são os instantes. Todos eles, cada um deles do lado das pessoas que mais gostamos.
Porquê mais tarde tudo vira hipótese e saudade.
"Como seria... Ele teria... Ela não deixaria... Eles gostariam".
Tudo no futuro do pretérito, o tempo verbal da saudade.
domingo, 12 de janeiro de 2014
Devaneio
A essa altura eu já não sei o quanto de mim se perdeu em ambições e expectativas alheias.
Já não lembro mais o que me fazia ir em frente, agora eu sei que é a inércia.
Mas eu não gosto disso.
Investir tanto tempo no futuro é como cavar um buraco para se ter terra para tapar o mesmo buraco amanhã.
Será que vale a pena?!
Com a oportunidade de ver como as coisas funcionam, ainda sim fazer algo apenas pro próprio bem, apenas pela recompensa que vai me fazer continuar na subsistência ordinária.
Acreditar que se pode ser mais mas se perder em rotinas.
Eu não sei porquê eu faço isso...
Acho que é para não decepcionar ninguém...
Já não lembro mais o que me fazia ir em frente, agora eu sei que é a inércia.
Mas eu não gosto disso.
Investir tanto tempo no futuro é como cavar um buraco para se ter terra para tapar o mesmo buraco amanhã.
Será que vale a pena?!
Com a oportunidade de ver como as coisas funcionam, ainda sim fazer algo apenas pro próprio bem, apenas pela recompensa que vai me fazer continuar na subsistência ordinária.
Acreditar que se pode ser mais mas se perder em rotinas.
Eu não sei porquê eu faço isso...
Acho que é para não decepcionar ninguém...
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
Seu dinheiro
Enquanto os poetas uivam te procurando
Eu te vejo passar, te lanço o olhar, me distraio e é quando
O sol aparece, os pássaros cantam, por tudo aquilo que é teu
Fico zonzo e sem entender o que aconteceu
O teu rosto cansado do dia, tua timidez quase fria
o "não me perturbe" que a tua maquiagem manchada dizia
teu jeito de ignorar tudo que está na sua frente
faz tudo querer você e comigo não foi diferente
Eu quero as tuas metades
o copo inteiro
Teu cesto de roupa suja
a arma debaixo do teu travesseiro
Eu quero o telhado e o porão
O jardim e o banheiro
Tua boa e tua má intenção
Tua dívida, o teu dinheiro
Enquanto os filósofos morrem te decifrando
Eu te entendo demais, me acho capaz de te descrever e é quando
Minha boca seca, as palavras somem, e a minha vista escurece
Eu estou meio zonzo e sem entender o que acontece
O teu segredo guardado tão perto dos meus pecados
A força do teu feitiço que me mantêm calado
Agora eu já não sei mais quantos sabem sobre você
E honestamente, eu já nem quero mais saber
Eu só quero as tuas metades
o copo inteiro
Teu cesto de roupa suja
teu cigarro, teu cinzeiro
Eu quero o telhado e o porão
O jardim e o banheiro
Tua boa e tua má intenção
Tua dívida, o teu dinheiro
Eu te vejo passar, te lanço o olhar, me distraio e é quando
O sol aparece, os pássaros cantam, por tudo aquilo que é teu
Fico zonzo e sem entender o que aconteceu
O teu rosto cansado do dia, tua timidez quase fria
o "não me perturbe" que a tua maquiagem manchada dizia
teu jeito de ignorar tudo que está na sua frente
faz tudo querer você e comigo não foi diferente
Eu quero as tuas metades
o copo inteiro
Teu cesto de roupa suja
a arma debaixo do teu travesseiro
Eu quero o telhado e o porão
O jardim e o banheiro
Tua boa e tua má intenção
Tua dívida, o teu dinheiro
Enquanto os filósofos morrem te decifrando
Eu te entendo demais, me acho capaz de te descrever e é quando
Minha boca seca, as palavras somem, e a minha vista escurece
Eu estou meio zonzo e sem entender o que acontece
O teu segredo guardado tão perto dos meus pecados
A força do teu feitiço que me mantêm calado
Agora eu já não sei mais quantos sabem sobre você
E honestamente, eu já nem quero mais saber
Eu só quero as tuas metades
o copo inteiro
Teu cesto de roupa suja
teu cigarro, teu cinzeiro
Eu quero o telhado e o porão
O jardim e o banheiro
Tua boa e tua má intenção
Tua dívida, o teu dinheiro
sábado, 16 de novembro de 2013
Precipício
Você me fez mais forte, então, com seu jeito de acreditar
segurou firme a minha mão e disse que ia funcionar
E aí eu me atirei do precipício e você nem mesmo de início demonstrou medo no olhar
E foi quando eu descobri que o chão realmente não era o meu lugar
E eu segurei a tua mão e te convidei a voar
Mas você disse parecer ser muito difícil e que não via benefício nenhum em viver no ar
Imagine a minha decepção quando você não quis nem tentar
Eu engoli a seco aquele "não" e preferi não pensar
Que poderia ter sido meu suicídio se eu tivesse feito isso sem você pra acreditar
Eu poderia ter caído, mas eu não teria nem ido lá
Não saberia se o chão era ou não o meu lugar
A você eu sei que devo um pouco disso mas o meu sacrifício é um preço alto a se pagar
Pela sua vaidade
segurou firme a minha mão e disse que ia funcionar
E aí eu me atirei do precipício e você nem mesmo de início demonstrou medo no olhar
E foi quando eu descobri que o chão realmente não era o meu lugar
E eu segurei a tua mão e te convidei a voar
Mas você disse parecer ser muito difícil e que não via benefício nenhum em viver no ar
Imagine a minha decepção quando você não quis nem tentar
Eu engoli a seco aquele "não" e preferi não pensar
Que poderia ter sido meu suicídio se eu tivesse feito isso sem você pra acreditar
Eu poderia ter caído, mas eu não teria nem ido lá
Não saberia se o chão era ou não o meu lugar
A você eu sei que devo um pouco disso mas o meu sacrifício é um preço alto a se pagar
Pela sua vaidade
segunda-feira, 30 de setembro de 2013
O bom filho
Porque veio de tão longe? Onde você quer chegar?
Esse é mesmo o seu destino ou vai para um outro lugar?
Conhece bem todos os becos como quem veio daqui.
Mas quem te vê não se recorda, então eu aconselho começar a sorrir.
Você lembra dessas ruas mas elas não lembram de você.
As velhas casas, novos rostos e todos querendo te ver.
O filho que partiu e retorna demonstrando gratidão.
"Ainda há por quem voltar, respirar o pó, pisar nesse chão"
Já andou pela cidade e viu tudo que mudou.
Parece não querer enxergar, diz que o tempo não passou.
Muitos crescem, outros se vão por que tem que ser assim.
Mas passe o tempo que passar, o bom filho sempre vai voltar.
As velhas casas, novos rostos e todos querendo te ver.
O filho que partiu e retorna demonstrando gratidão.
"Ainda há por quem voltar, respirar o pó, pisar nesse chão"
Já andou pela cidade e viu tudo que mudou.
Parece não querer enxergar, diz que o tempo não passou.
Muitos crescem, outros se vão por que tem que ser assim.
Mas passe o tempo que passar, o bom filho sempre vai voltar.
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