Eu sei que não é uma boa mas, olha pra trás por um instante...
Você consegue ver onde começou?
Você acha que dá pra voltar?
Você sabe quando vai chegar?
Não! Não! E não!
O que vai acontecer se você desistir?
Você vai ficar parado, sem destino, no meio de lugar nenhum.
Lembra de todos os problemas que você deixou para trás?!
Eu acho que eles vão te alcançar se você parar...
Que essa pausa não dure muito, que seja um breve descanso.
Todo mundo precisa parar para respirar às vezes, eu te entendo.
Agora olha de novo pra trás, só que leve mais tempo dessa vez...
Consegue enxergar?
Os caminhos tortuosos, o tempo ruim, as pontes quebradas, as pedras, os monstros...
Enxerga tudo de novo e lembra como você se saiu. Lembra do teu sorriso depois de cada obstáculo.
Agora olha pra frente e lembra do que você queria quando começou.
Você não pensava em parar...
Na verdade eu acho que você só quer atenção, porquê eu tenho certeza que você não vai parar.
Você não sabe parar.
E sabe que esse não é fim do caminho e talvez não seja nem mesmo o meio.
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
As lágrimas de dez toneladas
Ele segurou enquanto conseguiu.
Foi forte e nem pensou em desistir, ele tinha que segurá-las por enquanto.
No começo não era tão difícil, mas é como uma barragem.
Elas crescem dentro dos seus olhos.
Se alimentam de sentimentos bons, cada uma de uma fonte diferente.
E crescem na mesma proporção dos sentimentos que as alimentam.
Caso a fonte de sentimento seque, elas não tem mais porquê ficar por ali.
Elas tentam fugir, tentam escapar.
Algumas você consegue segurar, outras fogem, mas não vão fazer falta.
Existem aquelas que você até deixa que passem.
Mas outras são gigantes. Que já foram tão alimentadas que já fazem parte de você.
Quando a fonte de alguma dessas seca, você tenta ser forte.
Você não quer que elas fujam, você quase precisa delas.
Elas são muito fortes e para segurá-las você tem que ser mais forte ainda.
Mas as maiores acabam escapando e fazendo um estrago imenso.
Ao cairem no chão você ouve o estrondo de um trovão e elas ardem ao passar pelos olhos.
Mas quem vê não sente a sua dor e nem ouve nada.
O que sai são pequenas gotas salgadas, mas lá dentro elas pesavam toneladas!
Pesadas demais para que se possa segurar sem ir ao chão.
Grandes demais para caberem nas mãos.
Foi forte e nem pensou em desistir, ele tinha que segurá-las por enquanto.
No começo não era tão difícil, mas é como uma barragem.
Elas crescem dentro dos seus olhos.
Se alimentam de sentimentos bons, cada uma de uma fonte diferente.
E crescem na mesma proporção dos sentimentos que as alimentam.
Caso a fonte de sentimento seque, elas não tem mais porquê ficar por ali.
Elas tentam fugir, tentam escapar.
Algumas você consegue segurar, outras fogem, mas não vão fazer falta.
Existem aquelas que você até deixa que passem.
Mas outras são gigantes. Que já foram tão alimentadas que já fazem parte de você.
Quando a fonte de alguma dessas seca, você tenta ser forte.
Você não quer que elas fujam, você quase precisa delas.
Elas são muito fortes e para segurá-las você tem que ser mais forte ainda.
Mas as maiores acabam escapando e fazendo um estrago imenso.
Ao cairem no chão você ouve o estrondo de um trovão e elas ardem ao passar pelos olhos.
Mas quem vê não sente a sua dor e nem ouve nada.
O que sai são pequenas gotas salgadas, mas lá dentro elas pesavam toneladas!
Pesadas demais para que se possa segurar sem ir ao chão.
Grandes demais para caberem nas mãos.
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Implosão
É sólido, feliz, lindo, magnífico.
Mas dizem ter algo de errado, ninguém sabe...
Dizem que quem chega perto ouve o som de uma ampulheta.
É como se estivesse contando o tempo para que alguma coisa acontecesse.
Mas enquanto parecer forte, o som da ampulheta não será ouvido entre os suspiros admirados.
Mas o tempo é cruel e exigente, ele quer atenção e não quer ser chateado.
E se você o ignora, vira indiscutivelmente uma vítima.
O som da ampulheta dentro do colosso é a areia descendo por entre suas rachaduras,
É a sua estrutura ruindo, o seu interior se fazendo em cascalho.
E o tempo?
Indiferente a qualquer apelo, cínico.
Ele não vai derrubá-lo mais rápido para abreviar qualquer sofrimento.
Ele não vai adiar a queda para que possa ser admirado por mais tempo.
Parar? Fora de questão.
E o som da ampulheta continua, até a areia terminar.
E quando ela terminar, o colosso será apenas o exterior.
Oco, feliz, lindo, magnífico.
Esperando o vento fazer o resto do serviço.
Mas dizem ter algo de errado, ninguém sabe...
Dizem que quem chega perto ouve o som de uma ampulheta.
É como se estivesse contando o tempo para que alguma coisa acontecesse.
Mas enquanto parecer forte, o som da ampulheta não será ouvido entre os suspiros admirados.
Mas o tempo é cruel e exigente, ele quer atenção e não quer ser chateado.
E se você o ignora, vira indiscutivelmente uma vítima.
O som da ampulheta dentro do colosso é a areia descendo por entre suas rachaduras,
É a sua estrutura ruindo, o seu interior se fazendo em cascalho.
E o tempo?
Indiferente a qualquer apelo, cínico.
Ele não vai derrubá-lo mais rápido para abreviar qualquer sofrimento.
Ele não vai adiar a queda para que possa ser admirado por mais tempo.
Parar? Fora de questão.
E o som da ampulheta continua, até a areia terminar.
E quando ela terminar, o colosso será apenas o exterior.
Oco, feliz, lindo, magnífico.
Esperando o vento fazer o resto do serviço.
O fim da embriaguês
Esse lugar nunca foi muito bem frequentado, mas sempre teve ordem de certa forma.
É esse silêncio que me incomoda.
Onde está a desordem? A bagunça?
Onde estão as brigas injustificadas e os palavrões?
E as festas que comemoravam as futilidades?
Agora tudo faz tanto sentido... O que será que aconteceu?
Não é a mesma coisa.
Quem não conhece direito, acha a mudança excelente.
E de fato é! Mas você não se preocupa em saber porquê essa mudança aconteceu?
Pra onde vão os órfãos da boemia?
As emoções não se afloram mais.
Nem as boas nem as ruins.
É tudo escondido e discreto, é ridículo.
É como se todos tivessem parado de beber.
É esse silêncio que me incomoda.
Onde está a desordem? A bagunça?
Onde estão as brigas injustificadas e os palavrões?
E as festas que comemoravam as futilidades?
Agora tudo faz tanto sentido... O que será que aconteceu?
Não é a mesma coisa.
Quem não conhece direito, acha a mudança excelente.
E de fato é! Mas você não se preocupa em saber porquê essa mudança aconteceu?
Pra onde vão os órfãos da boemia?
As emoções não se afloram mais.
Nem as boas nem as ruins.
É tudo escondido e discreto, é ridículo.
É como se todos tivessem parado de beber.
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Epifania
Era uma vez um rapaz normal.
Ele vivia sem escolher seu estado de espírito, sendo apenas normal.
Um dia então ele pensou: "Vou tentar ser feliz!"
A idéia era ótima no seu ponto de vista, e então ele resolveu começar a tentar.
Mas nem tudo dava certo, e cada vez que ele falhava ele ficava muito triste.
Ele não tinha colocado a tristeza nos seus planos.
Então esse rapaz teve outra idéia: "Serei forte!"
Grande idéia, ele aprenderia como lidar com as situações complicadas da vida e com a tristesa ao mesmo tempo. Então ele poderia voltar a tentar ser feliz.
Mas infelizmente ele foi ficando cada vez mais forte, frio e distante de todo mundo.
Quando percebeu que todos estavam distantes, ele ficou triste novamente.
Ele desistiu de ser forte, resolveu ser sensível.
Excelente atitude, ele seria carinhoso e compreensivo e conseguiria ajudar as pessoas com todos os problemas, ficaria querido novamente entre as pessoas e seria mais fácil ser feliz.
Mas as pessoas não entendiam a sensibilidade, ou então não correspondiam à sua preocupação.
Ele então se entristeceu com as pessoas que não lhe davam atenção.
Foi quando esse rapaz teve uma grande idéia: "Serei corajoso!"
Ele faria o que ninguém teria bravura o suficiente para fazer, enfrentaria os perigos e não mediria esforços pra ajudar as outras pessoas. A gratidão faria com que ele se sentisse bem, e se sentindo bem... ele seria feliz.
Mas o que ele chamava de "coragem" outros chamavam de "loucura". E as pessoas se admiravam mas ninguém dava real valor às atitudes heróicas e nobres do rapaz.
E quando ele percebeu isso, lembrou de quando começou a tentar ser feliz.
Mesmo quando era forte, sentiu medo.
Quando dava atenção aos outros, não teve o resultado esperado.
Mas a coragem lhe tirou o medo. Fez com que ele tentasse cada ato sem saber ao certo o resultado.
Por hora ele até mesmo esquecia que o seu objetivo era a felicidade.
Aí então ele percebeu o que ele precisava pra ser feliz de verdade:
A coragem para tentar e a dúvida do sucesso.
A tristeza está escondida ali no meio, mas tentar desviar dela só o faria demorar mais para atingir o objetivo inicial.
Ele vivia sem escolher seu estado de espírito, sendo apenas normal.
Um dia então ele pensou: "Vou tentar ser feliz!"
A idéia era ótima no seu ponto de vista, e então ele resolveu começar a tentar.
Mas nem tudo dava certo, e cada vez que ele falhava ele ficava muito triste.
Ele não tinha colocado a tristeza nos seus planos.
Então esse rapaz teve outra idéia: "Serei forte!"
Grande idéia, ele aprenderia como lidar com as situações complicadas da vida e com a tristesa ao mesmo tempo. Então ele poderia voltar a tentar ser feliz.
Mas infelizmente ele foi ficando cada vez mais forte, frio e distante de todo mundo.
Quando percebeu que todos estavam distantes, ele ficou triste novamente.
Ele desistiu de ser forte, resolveu ser sensível.
Excelente atitude, ele seria carinhoso e compreensivo e conseguiria ajudar as pessoas com todos os problemas, ficaria querido novamente entre as pessoas e seria mais fácil ser feliz.
Mas as pessoas não entendiam a sensibilidade, ou então não correspondiam à sua preocupação.
Ele então se entristeceu com as pessoas que não lhe davam atenção.
Foi quando esse rapaz teve uma grande idéia: "Serei corajoso!"
Ele faria o que ninguém teria bravura o suficiente para fazer, enfrentaria os perigos e não mediria esforços pra ajudar as outras pessoas. A gratidão faria com que ele se sentisse bem, e se sentindo bem... ele seria feliz.
Mas o que ele chamava de "coragem" outros chamavam de "loucura". E as pessoas se admiravam mas ninguém dava real valor às atitudes heróicas e nobres do rapaz.
E quando ele percebeu isso, lembrou de quando começou a tentar ser feliz.
Mesmo quando era forte, sentiu medo.
Quando dava atenção aos outros, não teve o resultado esperado.
Mas a coragem lhe tirou o medo. Fez com que ele tentasse cada ato sem saber ao certo o resultado.
Por hora ele até mesmo esquecia que o seu objetivo era a felicidade.
Aí então ele percebeu o que ele precisava pra ser feliz de verdade:
A coragem para tentar e a dúvida do sucesso.
A tristeza está escondida ali no meio, mas tentar desviar dela só o faria demorar mais para atingir o objetivo inicial.
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
O jogo
Ninguém vai te dizer o que fazer agora.
Podem ter dado palpites por toda a sua vida... mas agora?!
Agora é com você. E ninguém mais.
E estranhamente você não tem dúvida alguma.
Você não tem mapa ou bússola, mas o caminho parece tão claro e óbvio.
Sem roteiro, você não erra nenhum ato.
Sem rumo, todo destino é o certo.
Sem texto, você sempre acerta no que dizer.
E você pensa: “Era tão mais fácil ter algo pra se opor.”
E ao mesmo tempo: “É tão bom comandar o próprio show.”
Mas quando você pensa que tem tudo sob controle, o universo vem e te apresenta um novo jogo.
Regras? Você decide de acordo com o personagem que escolher.
No fim das contas você decide tudo. Enquanto não decide nada.
É você que não tem roteiro, rumo, texto... No exato mesmo jogo de antes.
É você tentando escrever como sempre escreveu, e sem encontrar as palavras.
E o universo? Ele ri por você acreditar nesse blefe ridículo.
Não muda o jogo, mas te faz acreditar que sim. Faz o terror na sua mente.
Te diz que será tudo diferente mudando um pouco da paisagem, mas se você prestar atenção nos detalhes... é a mesma coisa.
É o mesmo jogo.
Mas é aí que você percebe que você nunca soube jogar.
O fato de ninguém nunca ter te avisado que estava errado te faz pensar que estava certo.
Mas você nunca vai saber...
Podem ter dado palpites por toda a sua vida... mas agora?!
Agora é com você. E ninguém mais.
E estranhamente você não tem dúvida alguma.
Você não tem mapa ou bússola, mas o caminho parece tão claro e óbvio.
Sem roteiro, você não erra nenhum ato.
Sem rumo, todo destino é o certo.
Sem texto, você sempre acerta no que dizer.
E você pensa: “Era tão mais fácil ter algo pra se opor.”
E ao mesmo tempo: “É tão bom comandar o próprio show.”
Mas quando você pensa que tem tudo sob controle, o universo vem e te apresenta um novo jogo.
Regras? Você decide de acordo com o personagem que escolher.
No fim das contas você decide tudo. Enquanto não decide nada.
É você que não tem roteiro, rumo, texto... No exato mesmo jogo de antes.
É você tentando escrever como sempre escreveu, e sem encontrar as palavras.
E o universo? Ele ri por você acreditar nesse blefe ridículo.
Não muda o jogo, mas te faz acreditar que sim. Faz o terror na sua mente.
Te diz que será tudo diferente mudando um pouco da paisagem, mas se você prestar atenção nos detalhes... é a mesma coisa.
É o mesmo jogo.
Mas é aí que você percebe que você nunca soube jogar.
O fato de ninguém nunca ter te avisado que estava errado te faz pensar que estava certo.
Mas você nunca vai saber...
um pouco diferente
-Reclama, moribundo, reclama.
Pois já se forma os motivos, já se foi toda a razão.
Você já não olha torto pra ninguém, não quer mais confusão.
Tá todo mundo te estranhando, você num presta atenção?!
O que pode ter acontecido pra te tirar toda a inspiração?!
Não pode ser tão grave assim, te levanta e tenta a sorte de novo.
-Se eu não levanto é porque não consigo, ou você acha que eu sou desses?!
Eu sou é brigador, valente, forte e corajoso. Mas essa mão eu não levanto mais.
Nem vou procurar mais motivo pra levantar.
Reclamar?
Olha a sua volta, toma a sua birita, pega sua menina e vai pro baile dançar.
Essa mão que antes batia, agora só se ergue pra girar a moça. E mesmo assim, só quando a música mandar.
-Mas o que é isso moribundo?
Me conta o que aconteceu.
Se você não é mais quem era antes, se eu não pergunto também não sou eu.
-Pois não te conto meu amigo, mas agradeço a preocupação.
Só não avisa por aí esse negócio da mão.
Se não vai ter gente por aí querendo tirar vantagem e pensando que eu virei fraco.
Fraco eu era antes, agora eu só to meio machucado.
Assim que eu me recuperar, vou ser mais forte que aço.
Porque agora eu descobri, que fraco é o cara que se machuca por qualquer coisa. Que se incomoda com pouco e quer resolver bobeira com a força.
Pois já se forma os motivos, já se foi toda a razão.
Você já não olha torto pra ninguém, não quer mais confusão.
Tá todo mundo te estranhando, você num presta atenção?!
O que pode ter acontecido pra te tirar toda a inspiração?!
Não pode ser tão grave assim, te levanta e tenta a sorte de novo.
-Se eu não levanto é porque não consigo, ou você acha que eu sou desses?!
Eu sou é brigador, valente, forte e corajoso. Mas essa mão eu não levanto mais.
Nem vou procurar mais motivo pra levantar.
Reclamar?
Olha a sua volta, toma a sua birita, pega sua menina e vai pro baile dançar.
Essa mão que antes batia, agora só se ergue pra girar a moça. E mesmo assim, só quando a música mandar.
-Mas o que é isso moribundo?
Me conta o que aconteceu.
Se você não é mais quem era antes, se eu não pergunto também não sou eu.
-Pois não te conto meu amigo, mas agradeço a preocupação.
Só não avisa por aí esse negócio da mão.
Se não vai ter gente por aí querendo tirar vantagem e pensando que eu virei fraco.
Fraco eu era antes, agora eu só to meio machucado.
Assim que eu me recuperar, vou ser mais forte que aço.
Porque agora eu descobri, que fraco é o cara que se machuca por qualquer coisa. Que se incomoda com pouco e quer resolver bobeira com a força.
Corre
Por que você corre?
Aonde quer chegar?
Escolhe uma referência, um ponto, mas não escolhe um destino.
Você sabe que não quer chegar a lugar algum.
Você só quer correr.
Faz o tempo passar mais devagar, ou os lugares passarem mais rápido.
Faz você se distrair enquanto a vida passa.
Faz os problemas ficarem para trás.
Mas você ainda vai parar para descansar, os problemas não.
Então te aconselho, se você começar, não pare.
E também não olhe para trás.
E talvez mais importante do que isso, seja não esquecer por que você começou.
Mas só faça isso quando “enfrentar” não for uma opção.
Aonde quer chegar?
Escolhe uma referência, um ponto, mas não escolhe um destino.
Você sabe que não quer chegar a lugar algum.
Você só quer correr.
Faz o tempo passar mais devagar, ou os lugares passarem mais rápido.
Faz você se distrair enquanto a vida passa.
Faz os problemas ficarem para trás.
Mas você ainda vai parar para descansar, os problemas não.
Então te aconselho, se você começar, não pare.
E também não olhe para trás.
E talvez mais importante do que isso, seja não esquecer por que você começou.
Mas só faça isso quando “enfrentar” não for uma opção.
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