segunda-feira, 22 de junho de 2009

Grito no temporal

Tão forte quanto os trovões que camuflavam sua voz
A princípio quente, a ponto de evaporar algumas gotas d'água
E terminara frio, pras emoções mais tristes.
Assim foi a sua mensagem, dita num fôlego só:
"AAAAAAaaaaahhhhh!!!"
Tão longo quanto se pode suportar.
Quando o ar dos pulmões acabou, gritara com as víceras.
Quando as víceras acabaram, foi a vez do espírito.
Para muitos era só um berro em baixo de chuva,
coisa de doido varrido.
Mas para ele era o semear de suas emoções.

E assim foi...

O grito em meio a tempestade foi ouvido por onde ela passou,
levado pelo vento que guiava a chuva.
Algumas gotas ainda eram quentes, outras eram gelo puro.
Ao tocar a pele a sensação era estranha.
E essa sensação do tato misturada ao som de uma alma se retorcendo
fazia com que se sentisse o que o "poeta barulhento" quis dizer.
E logo vinha um arrepio causado pela compreensão.
Mas só sentiu isso quem ousou caminhar pela chuva.

O que aconteceu com o rapaz depois do grito?
Evanesceu... virou parte da própria poesia.
Virou gota de chuva, sopro de vento, clarão de temporal.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Continue?! 10..9..8..7..6..5...

A pergunta é clichê mas as repostas sempre são interessantes.
"E se a vida fosse um jogo?"
Não que ela não seja cheia deles, mas se você tivesse o controle da situação?!
Se você se visse em terceira pessoa num plano 3D, e estivesse conectado por cabos que te fariam sentir as consequencias de cada decisão.
Não haveriam créditos ou 'vidas'.
Você não morreria depois de uma escolha mal feita ou tragédia, mas teria que viver com o que foi desencadeado por suas jogadas
Ter que consertar os erros e tudo mais...
Mas aí quando você se cansasse, você desligava e ia viver de verdade.
Por qualquer fase difícil que você estivesse passando (por que o Mario foi no psicólogo?), você começaria de novo e descobriria um jeito mais fácil.
Procuraria em alguma revista ou livro como passar por aquilo de um jeito mais fácil.
Mas só te deram uma ficha e te prenderam no fliperama.
Sem tutorial, sem dicas, sem macetes...

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Quase pedra

A chuva mal te molha.
O sol não te aquece e o vento não te corta mais.
Seus pés são pesados e bem presos às suas pernas.
Seus passos são firmes.
Cores e formas não te distraem dos seus objetivos.
Você enxerga em preto e branco.
Quase não olha pros lados.
Se diverte observando.
Observa calado.
O casulo que criou é a prisão do seu lado humano.
Que lá ficará até nascer de novo.