Como seria se estivessem aqui?!
O que fariam?! Como reagiriam ?!
Aposto que se orgulhariam de mim!
Esse discurso é uma homenagem àqueles que gostariam de estar aqui mas que, por algum motivo, não estão.
Vindo de nós que, por estarmos tão focados no nosso objetivo acadêmico, também estivemos ausentes e não pudemos participar de algum evento do qual fomos convidados.
Um discurso em homenagem à quem se atrasou e ficou do lado de fora ou marcou um dentista ou uma consulta médica em outra cidade e não pôde vir.
Ou quem não está ocupando uma dessas cadeiras por um motivo maior do que nós e da nossa compreensão.
Pessoas que foram tiradas de nosso convívio em alguma etapa da vida, deixando lacunas enormes que não podem ser preenchidas novamente.
Amigos e familiares importantes o bastante para serem lembrados em momentos como esse, que são únicos em nossas vidas e que gostaríamos de tê-los aqui para comemorar conosco essa conquista.
À todos estes: MUITO OBRIGADO!!!
Infelizmente o tempo age diferente da nossa vontade. Tanto que de todas as grandezas que aprendemos a dominar e manipular, grande parte delas é uma função do tempo!
Tempo esse que constrói e destrói, que tira e dá vida!
Que alivia a dor da perda no mesmo passo que aumenta a saudade.
Que não vai parar para sempre num momento bom e nem acelerar pra que a dor passe mais depressa.
E esse tempo cruel e implacável é o mesmo que nos ensina que o importante são os instantes. Todos eles, cada um deles do lado das pessoas que mais gostamos.
Porquê mais tarde tudo vira hipótese e saudade.
"Como seria... Ele teria... Ela não deixaria... Eles gostariam".
Tudo no futuro do pretérito, o tempo verbal da saudade.
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