Umas pinceladas de rebeldia verde em um fundo de princípios cinza.
Ou ainda um acabamento de bondade em um quadro de inveja com uma moldura fina e cínica.
Sua máscara de papel machê é bem decorada com seus apetrechos e pintura apropriada.
Colocada com o maior cuidado possível pra que pareça seu rosto de verdade.
Você sabe que ela vai desmanchar quando você cair, que não vai ter jeito de esconder o que se passa em volta dos seus olhos.
Seu sorriso a deformará e suas lágrimas mancharão sua pintura...
Você sentirá uma liberdade agressiva e se sentirá vulnerável a julgamentos...
Incomodará no começo.
Quando você se acostumar, sorrirá como jamais sorrira, seu pranto não será mais silencioso e chamará a atenção daqueles que se preocupam com você.
A máscara tinha um defeito: também cobria seus olhos.
Uma vez destruída, você verá as cores que nunca tinha visto.
Primeiramente as cores que te cercam, até você encontrar um espelho em uma parede ou armário qualquer.
Suas próprias cores te surpreenderão.
Mas na condição de "tela mal-acabada ambulante", você se sentirá incompleto e procurará as cores que preenchem os espaços em branco.
Vai testar tons de azul, vermelho, verde, laranja, rosa...
A cada erro, terá que esperar a tinta secar antes de pintar algo novo por cima.
Borrões seriam desagradáveis.
Até achar o tom certo da cor que melhor te completará.
E vai se retocar quando o ambiente pedir, quando alguma cor desbotar.
E quando alguém esbarrar e te manchar de alguma cor qualquer...
talvez você até goste.
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Um comentário:
esbarraram em mim e a mistura ficou boa!
*:
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