Um mar de poemas ou pragas não poderiam descrever corretamente as intenções.
Talvez a rima imperfeita na áspera palmatória da verdade.
"Estende a mão. Tenha certeza de que vai doer!".
Quais são os instrumentos de um herói?
Coragem pras decisões difíceis?
Bravura para enfrentar o perigo?
Força para proteger quem precisa?
"E se for um suicida?", pergunto eu.
Alguém que não quer ser ajudado.
A verdade machucará tanto quanto:
"Você não vai voar."
Se em uma situação dessas tivesses uma longa capa e uma máscara, o que faria?
[_]Impediria o ato em si e viraria um herói para a multidão.
[_]Seria aquele a dizer ao suicida uma razão para se viver mais um dia.
[_]Se juntaria a ele.
[_]Viraria às costas deixando-o concluir sua intenção.
[_]Continuaria o caminho para a festa à fantasia.
Não há resposta certa.
O que é inevitável irá acontecer.
E o que parecia inevitável não aconteceu porque você estava lá.
Tentar. Esse é o instrumento do herói.
Tentar quando ninguém mais acredita.
Quando a sua esperança for a única a brilhar no breu dos prantos.
Você se levanta e faz o que tem que fazer.
Você tenta.
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