sábado, 29 de agosto de 2009

Ombros

A maldade e a bondade ocupam seus ombros.
Um pra cada elemento.
Seus ouvidos as escutam e, inevitavelmente, consideram.
Sua cabeça? A suposta razão.
Você está entre o certo e o errado.
Entre o céu e o inferno.
Você está na Terra.

E na Terra você descobre novos elementos.
Razão e emoção, amor e ódio, recompensa e vingança...
São infinitos opostos que basicamente se dividem em BOM e RUIM,
Porém com valores que se diferem por uma emoção que se encontra nas entrelinhas:
O orgulho.
Tão ou mais forte que tudo que você já sentiu.
É maestro entre os julgamentos e tem a fúria como braço direito.
E a fúria não é, em seu todo, má.
Quando inconsequente a chamam de "impulso".
E é sempre inconsequente.
Como culpar o que não se controla??? Não se culpa.
O orgulho é um juiz injusto.
A verdade é que ele sempre estará do seu lado.
Corrupto e sempre se pode comprar, apesar de todos negarem isso.
Um dia você diz "meu orgulho não tem preço".
E no outro você põe uma placa que diz: "vendido" e diz q a razão foi a vendedora.

Sim, sim e sim.
A conclusão é clara e óbvia (e talvez inaceitável):
Você tem um preço!
E vai se vender a quem estiver disposto a pagar este preço.
E vai negar,
e se esconder,
se envergonhar,
pensar,
pensar,
pensar,
considerar,
e só vai aceitar quando achar que ninguém mais se importa.
Grande erro!
Ninguém deixa de se importar.
Mas e você?!
Seu autruísmo é tão grande assim?
A opinião alheia importa tanto quanto seu julgamento?
Se ninguém se importa com você, por quê você deveria se importar com alguém?!
Se alguém se importa com você, você teria coragem pra ignorar???

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