É sólido, feliz, lindo, magnífico.
Mas dizem ter algo de errado, ninguém sabe...
Dizem que quem chega perto ouve o som de uma ampulheta.
É como se estivesse contando o tempo para que alguma coisa acontecesse.
Mas enquanto parecer forte, o som da ampulheta não será ouvido entre os suspiros admirados.
Mas o tempo é cruel e exigente, ele quer atenção e não quer ser chateado.
E se você o ignora, vira indiscutivelmente uma vítima.
O som da ampulheta dentro do colosso é a areia descendo por entre suas rachaduras,
É a sua estrutura ruindo, o seu interior se fazendo em cascalho.
E o tempo?
Indiferente a qualquer apelo, cínico.
Ele não vai derrubá-lo mais rápido para abreviar qualquer sofrimento.
Ele não vai adiar a queda para que possa ser admirado por mais tempo.
Parar? Fora de questão.
E o som da ampulheta continua, até a areia terminar.
E quando ela terminar, o colosso será apenas o exterior.
Oco, feliz, lindo, magnífico.
Esperando o vento fazer o resto do serviço.
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