quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

A libertação da estrela

Ainda lembro dela algumas vezes...
Sou capaz de dizer que ainda não venci o medo de olhar pro céu.
Mas não existe como não lembrar daquele brilho.
De longe não dava pra ter idéia do quanto era magnífico.
Mas de perto ofuscava meus olhos, quase me queimava.
E quando a convidei pra ficar na Terra, ela não quis, teve medo.
Pensou que viria como estrela cadente e sumiria ao tocar o chão.
Tentei tudo que estava a meu alcance.
É óbvio que não consegui fazê-la ficar por aqui.
É uma estrela, e estrelas ficam no céu.
Não podendo trazê-la, desisti.
Desisti por saber que ela não desistiria de mim, mesmo com medo.
Os seres de luz são bondosos demais.
Agora eu corro o mundo pelos trópicos e sigo os dias.
Fiz amizade com o Sol.
Um dia contei a ele minha história e ele disse:
"Não acredite nas estrelas!
Elas só querem te iludir...
se alimentam das suas promessas
e roubam seu sorriso para poderem brilhar.
Toda vez que me ver no céu,
lembre-se que para todas as coisas existem um motivo.
E por já ter sofrido por uma estrela,
Hoje brilho pra não enxergá-las."

2 comentários:

Unknown disse...

Belos versos, principalmente, os do desfecho.

Unknown disse...

E lembrar de você...nada de escrever nas assistências! Estava escondendo o ouro! Só pode!