Manipulava as palavras como se estivesse usando várias peças de diferentes quebra-cabeças para formar a sua própria paisagem.
Uma paisagem criada a partir de pedaços de outras paisagens.
Coisas obviamente impossíveis, se faziam óbvias.
Absurdos, fantasias, futuros...
Nem mesmo a história lhe escapava.
Ele conseguia fazer tudo parecer uma grande brincadeira.
Usava a lógica como a água usa a natureza.
Primeiro ele enfraquece a paisagem, e então, a partir do terreno mais fraco, limpa e faz seu caminho.
Ou então bota tamanha entonação que as faz ganharem força e virarem enormes ondas.
Ondas que varrem a verdade e quebram até os rochedos mais fortes.
Todos sabem que é mais fácil lidar com a areia do que com a pedra.
Então pega os pedaços e constrói o que lhe convém.
É fácil quando você entende o que deve usar pra fazer suas esculturas.
Se você quer juntar madeira ou papel, você usa cola.
Se quiser juntar palavras ou idéias, você usa a lógica!
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