Vou ler livros de grandes escritores e pensadores.
E caso alguém caia no erro de discutir comigo, eu parafraseio algum filósofo.
Criarei devaneios e olharei para o horizonte repetindo uma frase que eu digo ser "misteriosa" por não ter entendido muito bem.
Citarei frases em latim que eu decorei de um velho livro de algum escritor mais velho ainda.
Falarei sobre a beleza das línguas através de idéias que não me pertencem.
Idéias que eu gostei de ler, que me agradaram.
Terei uma visão política, defenderei um partido político.
Mas apontarei algum erro nas pautas, para não parecer totalmente dominado.
Escreverei textos misturando estilos de escritores e pensadores, com uma originalidade tão questionável quanto o meu neologismo.
Serei um buraco-negro de conhecimento alheio.
Admito ser um viciado em cultura e classe. Um usuário.
Espero enganar alguém com a minha salada de estilos.
Pois nada aqui é meu.
"Nada se cria, tudo se transforma".
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