quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Seu dinheiro

Enquanto os poetas uivam te procurando
Eu te vejo passar, te lanço o olhar, me distraio e é quando
O sol aparece, os pássaros cantam, por tudo aquilo que é teu
Fico zonzo e sem entender o que aconteceu

O teu rosto cansado do dia, tua timidez quase fria
o "não me perturbe" que a tua maquiagem manchada dizia
teu jeito de ignorar tudo que está na sua frente
faz tudo querer você e comigo não foi diferente

Eu quero as tuas metades
o copo inteiro
Teu cesto de roupa suja
a arma debaixo do teu travesseiro
Eu quero o telhado e o porão
O jardim e o banheiro
Tua boa e tua má intenção
Tua dívida, o teu dinheiro

Enquanto os filósofos morrem te decifrando
Eu te entendo demais, me acho capaz de te descrever e é quando
Minha boca seca, as palavras somem, e a minha vista escurece
Eu estou meio zonzo e sem entender o que acontece

O teu segredo guardado tão perto dos meus pecados
A força do teu feitiço que me mantêm calado
Agora eu já não sei mais quantos sabem sobre você
E honestamente, eu já nem quero mais saber

Eu só quero as tuas metades
o copo inteiro
Teu cesto de roupa suja
teu cigarro, teu cinzeiro
Eu quero o telhado e o porão
O jardim e o banheiro
Tua boa e tua má intenção
Tua dívida, o teu dinheiro

Um comentário:

Unknown disse...

legal achar esse blog ativo ainda e ver q vc ainda escreve.