segunda-feira, 29 de setembro de 2008

arquivo[02]

Não há musas em meus versos
nem carinho entre as linhas
nem marcas do passado ou coração partido
Porque não há nada pra ser lembrado
apenas pra ser vivido.
E então quando não mais houver
motivos pra se ir em frente,
Vou parar de caminhar.
Voarei com a mente.
Doente.
Vidente.
Diferente.
Intransigente.

Fluente.
Incontente.
...
E aí quando acabarem as rimas
invento outra linguagem.
Que vai ter rimas infinitas.

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