Era o que ninguém via no "nada"
Sabem que está lá mas ninguém conseguiria provar
Sem forma, sem vida, sem corpo
Vivo? Morto? Ausente? Nada?
E então ele se cansou...
Era a ira que agia sob a resistência que o universo lhe colocava
A vontade de existir!
A pressa de sentir!
A agonia de não ser nada!
Força sem músculo ou teoria.
Pura e inexplicável energia
E então numa batalha contra os elementos:
Um tom crescente anuncia sua vinda,
uma música de uma nota só.
Um toque num diapasão.
"Olha!!! Está quebrando as leis da física,
está desrespeitando as religiões!
Alguém pare a autogenese!"
Eis que ninguém conseguiu parar a vontade de existir daquilo.
Que com a mesma intensidade que surgiu, sumiu.
Não era profano ou divino.
Era um ser. Simples e sem justificativa.
Não se sabe se sentiu alguma coisa.
Mas existiu.
Piscou nos olhos de quem presenciou.
Chorou aos ouvidos de quem ouviu
E quem viu entendeu
que mesmo sendo invisível e incalculável
pode-se sentir e talvez exista
Vago e sem explicação,
mas nem por isso ausente.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Um comentário:
Diferente de todo resto que há,
por não deter o infinito,
pode-se dar ao luxo de valorizar
cada instante da existência.
Assim como a luz nunca enxergou
as trevas, aquele que não morre
não conhece felicidade.
Postar um comentário