segunda-feira, 5 de abril de 2010

A pedra

É calmo e mal educado
Não se esforça mais, perdeu os princípios
Perdeu as asas, não consegue voar
Não sei como ainda se aguenta em pé
E carregando aquela pedra...
Sempre carregando aquela pedra
Não diz sequer onde está indo
Não quer que ninguém o ajude com o caminho
Bobo, orgulhoso
Se alimenta de distrações
Se sacia com momentos
Deve ter perdido algo muito importante em algum momento
Ou deve ter achado aquela pedra e está procurando a montanha que a perdeu
Ou ainda só queira ficar mais forte
Deve ter muitas ilusões, delírios, pois está sempre a sorrir enquanto ninguém o incomoda
Talvez até mesmo converse com aquela pedra, não subestime a insanidade
Mas quem garante que ele não seja mais feliz do que qualquer outro aqui
Se só o que precisa é de ilusões e algo para apoiar a cabeça
Algo sólido e forte, um travesseiro tão concreto quanto as palavras podem descrever
...
Mas enfim... o que quer que seja aquela pedra
É o que separa aquele sorriso sem sentido nenhum das hipóteses pensantes que faço
Ele responde sem medo... e não o julgam de forma alguma
Aquela pedra...
Talvez eu precise de uma
Uma desculpa pra não seguir regras.

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