segunda-feira, 25 de outubro de 2010

As lágrimas de dez toneladas

Ele segurou enquanto conseguiu.
Foi forte e nem pensou em desistir, ele tinha que segurá-las por enquanto.
No começo não era tão difícil, mas é como uma barragem.
Elas crescem dentro dos seus olhos.

Se alimentam de sentimentos bons, cada uma de uma fonte diferente.
E crescem na mesma proporção dos sentimentos que as alimentam.
Caso a fonte de sentimento seque, elas não tem mais porquê ficar por ali.
Elas tentam fugir, tentam escapar.
Algumas você consegue segurar, outras fogem, mas não vão fazer falta.
Existem aquelas que você até deixa que passem.
Mas outras são gigantes. Que já foram tão alimentadas que já fazem parte de você.
Quando a fonte de alguma dessas seca, você tenta ser forte.
Você não quer que elas fujam, você quase precisa delas.
Elas são muito fortes e para segurá-las você tem que ser mais forte ainda.
Mas as maiores acabam escapando e fazendo um estrago imenso.
Ao cairem no chão você ouve o estrondo de um trovão e elas ardem ao passar pelos olhos.
Mas quem vê não sente a sua dor e nem ouve nada.
O que sai são pequenas gotas salgadas, mas lá dentro elas pesavam toneladas!
Pesadas demais para que se possa segurar sem ir ao chão.
Grandes demais para caberem nas mãos.

Um comentário:

Di disse...

Beira no genial, realmente... sou seu fã feio!