segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Pois não?!

Eu não vou te contar
Sobre o que não vai acontecer
Pois você não precisa saber
E na hora não vai perceber
Se tudo que não encontrou
É o que você não quer que se vá
O que não caiu do céu
Você segura para não voar
Eu não prestava atenção
Quando não pude deixar de notar
Que das coisas que não esqueci
Tinha uma que não podia faltar
E não te joguei por aí
Não te atirei pelo chão
Foi numa caixa que não tem tampa
Que não resisti e guardei
tudo que eventualmente não lembraria
e que eu não queria que acabasse
Palavras que não escrevi ou disse
Pensamentos que não cabiam em frases
mas que cabiam em um NÃO
Eu não prestei atenção
Não, eu não fiz questão
Não havia nada claro
Não havia mais razão
Mas não me confunda com birra
Não sou pirraça ou desaprovação
Eu não vou negar tudo
Eu só aprendi a dizer "NÃO"

Um comentário:

Marcela Renata disse...

Oi premo!
Gostei!
A forma como vc coloca "não" em todos os versos s/ com q eles caiam na mesmice, ou sem q eles tenham o mesmo significado: em uns é desatenção, em outros perda...E os mais fortes (os dois últimos)englobam os outros, por dois lados: um por parecer A negação, pura e simples e outro por representar uma mentalidade vítima do q aprendeu p/ não se ferir...
Agora, jamais esqueça: versos são para ser interpretados livremente e essa é a minha interpretação d 10 min. huahuauhauha
bjo, t amo.