quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Poetas

As letras passam lentas diante dos olhos
as folhas são líquidas e as palavras boiam
é uma rio calmo, um pequeno poema.
Afundar ou boiar não faz muita diferença
é tudo uma questão de interpretação.
Se te afogas num romance, boia na história
se embriaga com um suspense, se lava em fábulas,
ou toma pílulas com o livro de alto-ajuda,
então é tão viciado em palavras quanto qualquer poeta.
Poetas podem ser chamados de generais e fazerem guerras com as palavras.
Podem ser chamados de profetas se as colocam à frente dos acontecimentos.
Pacifistas, diplomatas, políticos, manipuladores...
Manipuladores!
Odiosos sábios, entendedores da palavra, sabem o peso e o poder que têm.
E as usam maquiavelicamente, de forma tão egoísta que os priva da admiração.
Como entender as palavras?
Sentindo.
Como se tornar egoísta?
Desistindo.
Como lidar com os resultados?
Sozinho.
Mas você escolhe que tipo de poeta ser.

Um comentário:

Marcela Renata disse...

Oi premo

Adooooro metapoemas, poemas q falam do próprio ofício de escrever.

Acho que o centro aqui é como manipular palavras, certo? Num sei se é piração minha,m as senti um "quê" de pessoa aih...p uso da palavra p/ simular emoções, quase que de formas reais...

E sim, os poetas escolhem como serão, mas muito do q se vai nas mensagens de seu trabalho, são as experiências q viveram e q se vêem divididas com os outros de forma mais distanciada através da escrita...mas, ainda assim, compartilhadas...não?

Bm, eh isso.

Continue escrevendo, premo, sempre!