Os deuses habitavam o imaginário de todos os habitantes tanto de Terra quanto de Mundo.
Só podiam ser consultados quando se tomava a água da chuva da primavera.
A chuva de primavera não era uma chuva qualquer, mas sim a que o deus Amor faz cair naquela estação.
Os outros deuses não eram de acordo com aquilo e achavam que suas influências deveriam continuar de forma subjetiva e praticamente imperceptível. Mas Amor achou que ele deveria dar uma chance àqueles que protegem seus sentimentos e lutariam até o fim por eles. E como era o deus mais poderoso, assim o fez.
A água dessa chuva tem uma cor avermelhada e muitos guardavam para tomá-la em outras épocas do ano.
Poderia se dizer que essa chuva causava alucinações e que os Deuses eram inventados por quem tomava aquela substância tão peculiar que caía das nuvens rosas. Alguns acreditavam e outros não.
E com motivos, pois para poder consultar os sentimentos eles tinham que enfrentar em sua jornada inconsciente o monstruoso Ciclope.
Ciclope era um ser gigantesco que com sua clava e crueldade, testava a força dos sentimentos de quem queria consultar os deuses.
Tinha apenas um olho e com ele enxergava apenas as emoções, não tinha o olho da razão e isso fazia qualquer tentativa de explicação racional ser inútil.
Seus testes serviam para ver até onde o desafiado inconsciente protegeria o que sente.
Caso falhasse, quem bebeu a água acordaria imediatamente sem lembrar de sua experiência.
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