A vida por lá era mais tranquila do que parecia.
Quem vivia por lá não sabia o que acontecia do lado de fora.
O Vale ficava no meio do Deserto da Solidão e levava 15 dias de caminhada de Mundo.
Os Sem Nome recebiam outra visão do Mundo. Diziam que não havia vida além dos portões.
Até mesmo deixavam quem quisesse se aventurar e tentar desbravar a vontade para fazê-lo.
Era muito improvável que alguém sobrevivesse nas condições adversas do Deserto por tanto tempo.
Tinham guardas nos portões para eventuais fugas em massa, mas diziam que era para proteger o Vale de um monstro, o Titan da Areia.
O monstro era uma invenção, apenas mais uma lenda sem confirmação naquelas terras.
Até mesmo o nome do Vale era outro para quem morava lá. Eles chamavam o Vale de Terra.
E lá eles tinham suas plantações, suas criações e sua organização. Aquele sistema já funcionava a 3 gerações e era realmente paralelo a Mundo.
Lá os nomes não eram o destino e nem escolhidos por oráculos. Tampouco se ouvia o universo.
Era só o vento que vinha do Oceano Vazio, que ficava depois do Vale.
Era um lugar onde se podia ser o que quiser, bastando apenas ser merecedor, dentro das possibilidades, é claro.
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