Os sem nome chegavam no vale através de mensageiros que, sabendo da distância, se preparavam para uma grande viagem.
Ao cair da noite, quando todos estavam dormindo, as crianças que não haviam sido batizadas ou teriam um destino ruim eram entregues no Vale e iam direto para o orfanato. Diziam que haviam sido deixadas na porta do mesmo.
A população do Vale Sem Nome (ou Terra) era grande, pois os que cresciam por lá continuavam suas vidas.
Não havia necessidade de uma política no Vale, mas guardas existiam. Nenhum lugar está livre de pessoas de má índole, por mais longa que seja a caminhada pelo deserto.
Era uma cidade normal que lembrava as cidades medievais do universo do leitor.
Com um representante do poder popular que era escolhido pela população e ficava o quanto a população decidisse, de acordo com suas medidas e atitudes.
Vale Sem Nome era um gigantesco oásis no meio do Deserto da Solidão.
Surgiu quando um pai, após ter tido seu filho "mal-batizado" não quis levá-lo ao sacrifício, que era o que se fazia antigamente, e resolveu procurar uma saída menos violenta e mais humana para a situação.
Ele se pôs a caminhar no deserto com sua família, e ele dizia "O universo é engraçado, me dá o nome de Pai e me diz que não posso criar meu filho."
Voltou sozinho ao oráculo após cinco anos para dizer o que tinha encontrado e que aquela era uma solução menos cruel para os "não" ou "mal" batizados.
Pai pereceu no Vale Sem Nome mas conseguiu cumprir o seu destino com maestria.
Essa história é oculta do Vale.
Para quem vive lá, o Vale começou quando viajantes encontraram um lugar para plantar e criar seus animais.
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